O eucalipto e o uso de defensivos
Os defensivos agrícolas, também conhecidos como agroquímicos ou agrotóxicos, são empregados para evitar ou reduzir os danos econômicos causados por pragas, doenças e plantas daninhas. O eucalipto, assim como as demais culturas florestais ou agrícolas, requer a utilização de defensivos para a obtenção de produções economicamente sustentáveis.
No cultivo do eucalipto, o controle químico é usado somente em duas situações: no controle de plantas daninhas, durante a fase inicial de desenvolvimento dos plantios (até o 2º ano), e quando o ataque de pragas ou doenças causa perdas que se aproximam do nível de dano econômico (calculado de acordo com a relação entre o custo de controle e o prejuízo causado pelo agente de dano).
Assim, no controle de pragas e doenças do eucalipto normalmente não se aplicam defensivos agrícolas de forma preventiva. Esse procedimento é bastante diferente do que é realizado para inúmeras outras culturas agrícolas no Brasil. Culturas como café, batata, morango e tomate, entre outras, fazem uso da aplicação preventiva de defensivos, em grandes quantidades.
No eucalipto, as intervenções químicas, quando necessárias, são feitas preferencialmente com o uso de produtos de baixa toxicidade, aplicados de acordo com as recomendações técnicas. Todas as normas de segurança são respeitadas no manuseio,transporte, armazenamento, aplicação e destinação final das embalagens. Além disso, toda a manipulação de agrotóxicos é realizada somente por pessoal treinado e devidamente protegido com os equipamentos necessários e exigidos por lei.
As constantes pesquisas realizadas ou apoiadas pela Aracruz reduzem os riscos de incidência de pragas e doenças e viabilizam outras medidas alternativas, como a resistência genética e o controle biológico.
Como reflexo direto deste esforço, a redução no consumo de agrotóxicos tem sido constante.
Plantas invasoras - A propagação natural das ervas daninhas compromete bastante o desenvolvimento dos plantios de eucalipto, principalmente nos dois primeiros anos de idade. Seu efeito negativo sobre o crescimento da floresta pode se estender até o final do ciclo produtivo.
Por isso, diversos métodos de controle são aplicados na Aracruz, incluindo o uso de herbicidas. Entretanto, o consumo médio desses produtos nos plantios da empresa tem se mantido bem inferior ao observado para outras culturas (Tabela 6).
Doenças - Um dos casos mais importantes de uso da resistência genética para o controle de doenças de eucalipto ocorreu na Aracruz durante a década de 70. Os plantios na época foram severamente atacados por uma doença conhecida como cancro do eucalipto.Ela é provocada pelo fungo Chrysoporthe cubensis, que causa o apodrecimento e quebra do tronco das árvores. Por sua gravidade, essa doença poderia ter inviabilizado o empreendimento, caso não tivessem sido tomadas medidas como a introdução e seleção de espécies e proce-dências de eucalipto resistentes (principalmente E. grandis de Atherton, Austrália; E. urophylla de Flores, Indonésia, e seus híbridos).
Já o controle químico de doenças é adotado pela Aracruz apenas na fase de produção de mudas em viveiro. Mesmo assim, ele é feito de forma integrada a outras práticas, como o uso de água e de substratos isentos de fungos e bactérias, a desinfestação de ferramentas de poda, de bandejas e de tubetes com água quente, e o controle adequadoda irrigação.













