Relatório de Sustentabilidade 2004

Apresentação

"Se planejamos para um ano, devemos plantar cereais. Se planejamos para décadas, devemos plantar árvores. Se planejamos para toda a vida, devemos educar o homem." (Kwantzu, China, III a.C.)

A complexidade do ambiente de negócios, a cada dia mais competitivo e globalizado, vem exigindo das empresas bem mais do que atender às demandas tradicionais por qualidade e preço. Aspectos como governança, transparência, relacionamento com as partes interessadas e responsabilidade ambiental e social tornaram-se igualmente relevantes no desempenho e nos resultados finais das companhias.

Esse novo cenário requer das empresas uma abordagem estruturada da questão da sustentabilidade – econômica, social e ambiental.

Para uma empresa como a Aracruz – líder em seu segmento, baseada no uso de recursos naturais renováveis, em acentuado processo de crescimento nos últimos anos, exportando a maior parte da sua produção e presente nas principais bolsas de valores –, esse tipo de abordagem é fundamental para assegurar a viabilidade das operações atuais e planos de crescimento.

A sustentabilidade é um fator que facilita o acesso ao capital, permite reduzir custos e maximizar retornos de longo prazo do investimento, previne e reduz riscos, além de estimular a atração e a permanência de uma força de trabalho motivada, entre outros aspectos. Esses mesmos elementos contribuem para fortalecer nossa reputação, credibilidade e imagem, concorrendo assim para manter e aumentar o valor da Empresa para os acionistas e a sociedade em geral.

Embora a Aracruz já adotasse fundamentos e práticas ancorados no conceito de sustentabilidade, verificamos que o novo ambiente requeria um passo além: transformar a sustentabilidade em um processo estruturado, dotando-o de visão, objetivos, metas, planos de ação e indicadores de mensuração. Ao fazer isso, estamos conscientes de que a sustentabilidade é uma jornada, rumo a um destino subjetivo, que envolve valores mutantes e diferenciados para cada segmento da sociedade. Ainda assim, consideramos necessário percorrê-la, com tenacidade e humildade.

Com esse propósito, e apoio do Conselho de Administração, iniciamos nosso Plano Estratégico de Sustentabilidade, cujas etapas iniciais já são informadas neste relatório.

Apesar de se encontrar em fase embrionária, o plano já resultou em mudanças neste próprio relatório, como a exposição de dilemas com que a Empresa se defronta em seu dia-a-dia, e a explicitação de compromissos nas diversas dimensões da sustentabilidade – em substituição aos objetivos e metas sociais e ambientais das versões anteriores.

Além do Plano de Sustentabilidade, gostaríamos de destacar alguns outros desenvolvimentos em 2004.

Mantivemos o processo de diálogo com o Fórum das ONGs ambientalistas no Espírito Santo, que, além de permitir um conhecimento maior entre as partes, possibilitou a definição de um Termo de Referência para a implantação de Núcleos de Difusão de Espécies Nativas, que está agora em discussão com o Governo do Estado e outras partes interessadas. Iniciamos um processo de diálogo com segmentos da Igreja Católica e promovemos um dia de visita à Unidade Barra do Riacho para representantes da comunidade financeira e de investidores.

Concluímos o inventário de nossas emissões de gases de efeito estufa (GEE), abrangendo as operações florestais, industriais e de transporte de madeira, e estimamos o volume de carbono estocado em nossos plantios e reservas nativas.

Na área industrial, obtivemos nova redução no consumo específico de água para produção de celulose, e seguimos buscando formas de reduzir ainda mais esse consumo sem perda de qualidade do produto.

Estendemos nosso Programa Produtor Florestal ao Rio Grande do Sul, gerando nova alternativa de renda para os produtores rurais nas regiões em que atuamos. Inauguramos também o oitavo escritório do programa, localizado em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo.

Iniciamos o processo de certificação, pelo Programa Brasileiro de Certificação Florestal (Cerflor), dos plantios localizados no Espírito Santo, e realizamos auditorias de manutenção da certificação pelo Cerflor dos plantios no estado da Bahia e da certificação pelo Forest Stewardship Council (FSC) dos plantios do Rio Grande do Sul.

Nosso Relatório Social e Ambiental – agora denominado Relatório de Sustentabilidade – foi novamente submetido a uma verificação independente, este ano realizada pelo BVQi.

Acreditamos que esses e outros desenvolvimentos contribuirão para a sustentabilidade do nosso empreendimento, assegurando que o crescimento da Aracruz se dê de forma economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente responsável.

Carlos Aguiar Diretor-Presidente

A Aracruz convida os leitores a enviarem suas críticas, comentários e sugestões, ou a visitarem nossas operações. Na página Informações adicionais são apresentados os nomes e endereços para contato.