Relatório de Sustentabilidade 2005
Objetivos de sustentabilidade da Aracruz Celulose para 2006
1. Governança corporativa
- Consolidar os regimentos dos comitês do Conselho de Administração.
- Aprovar as novas versões dos documentos de governança (visão, missão, valores, códigos e políticas) da Aracruz.
- Complementar a estruturação da gestão de riscos corporativos, promovendo a disseminação da cultura de controle para todo o grupo executivo da Empresa.
- Atendimento integral dos requisitos da Lei Sarbanes- Oxley.
2. Gestão
- Desenvolver o Sistema de Gestão de Sustentabilidade da Aracruz.
- Aprimorar o processo de avaliação do desempenho dos prestadores de serviços.
- Obter certificação pelo Cerflor da Cadeia de Custódia para celulose na Unidade Barra do Riacho (UBR) e Unidade Guaíba (UG).
- Desenvolver sistemas informatizados para agilizar e integrar as rotinas ambientais nas áreas florestais. Integrar os processos de comercialização de créditos de carbono ao Sistema de Gestão da Empresa.
3. Relacionamento com as partes interessadas
Comunicação
- Consolidar um processo regular de consulta às partes interessadas sobre o Relatório Anual e o Relatório de Sustentabilidade.
- Aprimorar o processo de comunicação relativo ao desenvolvimento de operações florestais, integrando esse esforço ao Programa Bons Vizinhos na UBR.
Relacionamento
- Dar início à implantação de um modelo estruturado de relacionamento com as partes interessadas.
- Dar continuidade aos diálogos com o Fórum das ONGs ambientalistas do Espírito Santo (ES), e com ONGs ambientalistas do sul da Bahia (BA) e Rio Grande do Sul (RS).
- Dar continuidade às parcerias com a Estação de Biologia Marinha, a Avidepa e o Instituto Bioatlântica.
- Apoiar o Projeto Maciar, para recuperação da mata ciliar na bacia hidrográfica do Arroio dos Ratos; a recuperação do Arroio Passo Fundo e a retirada de 100 m3 de lixo do Lago Guaíba, no RS.
- Doar 245 mil mudas de espécies florestais nativas e 7 milhões de mudas de eucalipto para programas estaduais de extensão florestal, no ES e Minas Gerais (MG). Distribuir 100 mil mudas de 20 espécies ornamentais e frutíferas pelo Projeto Cubra o Mundo de Verde, no RS.
- Apoiar a Secretaria Municipal na confecção da Agenda Ambiental de Porto Alegre.
- Adotar o Parque José Lutzenberger, promovendo a integração da comunidade de Porto Alegre com a fábrica.
- Apoiar eventos culturais como a Feira do Livro e a Semana Farroupilha no RS e a Feira do Meio Ambiente no ES.
4. Aspectos Sociais
Educação
- Elevar o patamar de escolaridade dos empregados da Empresa, oferecendo Ensino Fundamental e Médio para 97 empregados; apoiar 1.500 alunos do Ensino Fundamental e Médio em Aracruz; apoiar a qualificação e inclusão digital de cerca de 1.500 pessoas. Incluir no Programa de Inclusão Digital mais uma escola em Guaíba, no RS.
- Ampliar a abrangência do Projeto Formar para mais 4 municípios na área de influência da Aracruz no ES e MG, totalizando 20 municípios.
- Distribuir 400 mil cadernos escolares para estudantes de escolas públicas do ensino fundamental, nos 25 municípios de atuação da Empresa no RS e também em Porto Alegre.
- Implantar nove novos Núcleos de Educação Ambiental no ES e em MG e sistematizar o acompanhamento do desempenho dos núcleos já implantados.
- Ampliar o Programa de Educação Ambiental Compartilhado - resultado de parceria entre a Fepam, Secretaria Estadual de Educação, Federação das Associações dos Clubes de Pais e Mestres do RS e as empresas Aracruz Celulose, Borrachas Vipal e Gerdau. Implantar Programa de Educação Ambiental na Zona Sul de Porto Alegre, no RS.
- Dar treinamento a 400 produtores florestais sobre questões ambientais, no ES; publicar e distribuir 4 edições da Revista Produtor Florestal contendo matérias sobre meio ambiente.
- Divulgar práticas adequadas de manejo florestal para escolas nos municípios onde a Empresa atua, no RS.
Inclusão Social
Ampliar o apoio aos programas de inclusão social,abrangendo 800 jovens e adolescentes em situação de risco social nos municípios de influência da Aracruz no ES e BA, por intermédio dos projetos Crer com as Mãos, Araçá, Meninos da Terra e Berimbau.
Desenvolvimento Social
- Reformular a estratégia de investimentos sociais da Empresa, buscando definir melhor os focos e formas de atuação.
- Apoiar ações de voluntariado de empregados, familiares, estagiários e terceiros, na UBR e UG.
- Apoiar projetos comunitários para a melhoria da qualidade de vida nos municípios da área de atuação da Empresa, na UBR e UG.
- Doar 2,5 toneladas de mel produzidos nos hortos florestais da Empresa para a Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, do RS.
- Dar continuidade ao apoio aos viveiros comunitários, com produção e comercialização de 2 milhões de mudas de eucalipto e 400 mil mudas de espécies florestais nativas na UBR.
Implantar Viveiro Comunitário na região carbonífera do RS para produção de 30 mil mudas de essências nativas e 20 mil mudas de plantas medicinais. Dar continuidade ao programa de apicultura consorciada às áreas manejadas pela Empresa, estendendo a doação de kits e formação de apicultores a outras 70 famílias no ES e BA.- Dar continuidade ao apoio aos projetos de agricultura familiar para comunidades adjacentes aos plantios florestais da Empresa no ES e BA.
Saúde preventiva
- Apoiar os sindicatos de trabalhadores do setor florestal na montagem de gabinetes médicos e odontológicos para o atendimento de 1.500 pessoas em municípios do ES, BA e MG.
5. Aspectos Ambientais
Atendimentos de requisitos legais
- UBR – Averbar 15 mil hectares de reservas legais, readequar procedimentos de recomposição ambiental, reabilitar 100% das áreas de empréstimo que forem abertas, recompor 100% das áreas de preservação permanente e reservas legais onde forem realizadas atividades de recomposição ambiental.
- UG - Iniciar os processos de averbação de reservas legais, dar seqüência à recuperação de áreas de preservação permanente e recuperar todas as jazidas com operações encerradas.
Avaliação e monitoramento de impactos ambientais
Implementar o monitoramento de água superficial na UG e realizar campanhas semestrais de monitoramento da qualidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos no ES, BA e MG, inclusive em áreas do Programa Produtor Florestal.- Realizar campanhas de monitoramento de avifauna no ES, BA e MG, inclusive em áreas do Programa Produtor Florestal.
- Realizar o levantamento de sítios arqueológicos eventualmente existentes nas áreas da Empresa na UBR e UG.
- Analisar os dados obtidos no Projeto Microbacia e em outros experimentos, para a elaboração de documento de referência de manejo florestal na UBR. Definir experimentos para os próximos anos e implantar os estabelecidos para 2006 na UG.
- Avaliar alternativas tecnológicas para a coleta e a queima de metano oriundo da compostagem de lodo do tratamento de resíduos sólidos da UG.
- Realizar estudos para a redução de emissões fugitivas de TRS na fábrica de UBR.
Gerenciamento e redução de impactos ambientais
- Criar cinco novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no ES e na BA, totalizando 5.360 hectares.
- Implantar um campo experimental de recomposição florestal com cerca de 200 hectares, aumentando a conectividade entre uma das novas RPPNs, a Reserva Biológica de Sooretama e a Reserva Florestal de Linhares, no ES.
- Disponibilizar até 900 mil mudas de espécies nativas para atendimento de demandas internas, doações e programas estaduais de plantio de espécies nativas na UBR. Produzir 160 mil mudas de espécies nativas na UG.
- Elaborar e aprovar documento de referência de manejo florestal para conservação de solo, paisagem, flora, fauna, meio físico e meio social.
- Realizar estudo de melhores práticas ambientais para o planejamento de construções, de escoamento e travessia de recursos hídricos na UBR.
- Dar continuidade à implantação de modelos florestais de recomposição ambiental na UBR.
- Dar continuidade à redução do consumo de cloro ativo total, de 41 kg/tsa para 35 kg/tsa, no processo de branqueamento da UG.
- Reduzir em 20% o uso de água pela silvicultura e implantar procedimento visando à redução de 10% no consumo de herbicidas.
- Avaliar e definir alternativas de detecção de incêndios florestais, capacitar 100% dos integrantes das brigadas de incêndio e medir resultados desta prática, a ser implantada na UBR.
Dar continuidade à recuperação da antiga central de tratamento de resíduos e fechar a última vala de compostagem e remoção de dregs e grits da UG.- Executar melhorias na central de tratamento de resíduos sólidos da UG e tornar comercializável a totalidade dos dregs e grits como corretivos de solo.
- Implementar ações apontadas nos estudos de toxicidade do efluente lançado na ETE da UBR.
- Implementar melhorias nas áreas de recuperação de químicos, aterros de resíduos sólidos, tratamento e lançamento de efluentes líquidos, tratamento de água e viveiro central da UBR. Implementar melhorias nas áreas de recuperação de químicos, fábrica de papel, produção de celulose e caldeira auxiliar de força na UG.
- Investir na substituição da instalação de conforto térmico existente utilizando gás inofensivo à camada de ozônio.
A avaliação completa do cumprimento das metas estabelecidas para 2005 bem como as metas propostas para 2006 encontram-se no website: www.aracruz.com.br/ra2005/pt/rs/objetivos_metas.html.
| Unidade Barra do Riacho | ||||||||||
| Efluentes líquidos | Licença | Média | Média | Resultado | Média | |||||
| limites | 2004 | meta 2005 | 2005 | meta 2006 | ||||||
| DB05 (kg/t) | 2,50 | 1,45 | 1,40 | 1,33 | 1,40 | |||||
| DQO (kg/t) | 20,0 | 15,5 | 15,0 | 15,5 | 15,0 | |||||
| TSS (kg/t) | 4,50 | 1,28 | 1,25 | 1,22 | 1,25 | |||||
| AOX (kg/t) | 0,19 | 0,11 | 0,10 | 0,09 | 0,11 | |||||
| Vazão efluente (m3 /t) | 50,0 | 35,2 | 34,0 | 35,3 | 35,0 | |||||
| Cor (kg/t) | 50,0 | 26,5 | 34,0 | 30,4 | 34,0 | |||||
| Emissões atmosféricas | Licença | Média | Média | Resultado | Média | |||||
| limites | 2004 | meta 2005 | 2005 | meta 2006 | ||||||
| TRS C.R. (ppm) | 2,0 | 0,37 | 0,36 | 0,42 | 0,36 | |||||
| TRS fornos cal (ppm) | 6,0 | 2,75 | 2,72 | 2,78 | 2,72 | |||||
Para 2006, não se prevêem reduções em relação às metas de 2005, em função da realização de manutenções que serão efetuadas na Estação de Tratamento de Efluentes para melhorar sua eficiência.
| Unidade Guaíba | ||||||||||
| Efluentes líquidos | Licença | Média | Média meta | Resultado | Média | |||||
| limites | 2004 | 2005 | 2005 | meta 2006 | ||||||
| DBO5 (kg/t) | 1,42 | 0,26 | 0,26 | 0,18 | 0,23 | |||||
| DQO (kg/t) | 5,71 | 3,39 | 3,58 | 3,18 | 3,58 | |||||
| TSS (kg/t) | 1,77 | 0,78 | 0,72 | 0,64 | 1,00 | |||||
| AOX (kg/t) | 0,13 | 0,06 | 0,06 | 0,08 | 0,10 | |||||
| Vazão efluente (m 3 /t) | 39,4 | 29,8 | 28,0 | 27,9 | 30,8 | |||||
| Cor (kg/t) | sem limites | 9,2 | 9,0 | 8,8 | 12,0 | |||||
| Licença | Média | Média meta | Resultado | Média | ||||||
| Emissões atmosféricas | limites | 2004 | 2005 | 2005 | meta 2006 | |||||
| TRS C.R. (ppm) | 1,8 | 0,27 | 0,26 | 0,24 | 0,26 | |||||
| TRS fornos cal (ppm) | 5,0 | 1,91 | 1,88 | 1,85 | 2,50 | |||||
Em virtude do aumento de produção, redução de consumo de efluentes e alterações de processo, as metas para 2006 foram revistas, implicando a flexibilização em relação a 2005. Os valores estabelecidos como metas atendem às melhores referências operacionais mundiais no setor de celulose e papel.


