Relatório de Sustentabilidade 2005
Objetivos de sustentabilidade da Aracruz Celulose para 2006 | Metas para 2005
Avaliação do cumprimento
| Metas e objetivos | Resultados em 2005 | Avaliação | ||
| GOVERNANÇA CORPORATIVA | ||||
| Elaborar o regimento dos comitês do Conselho de Administração, notadamente dos Comitês de Sustentabilidade, Auditoria e Divulgação. | Os regimentos foram revisados, estando em fase final de aprovação pelo Conselho. | Plenamente cumprida. | ||
| Constituir o Comitê Gerencial de Sustentabilidade, que substituirá os atuais Comitês de Meio Ambiente e de Ação Social. | O Comitê não foi constituído. | Não cumprida. A Empresa identificou que existe a necessidade de criar um Sistema de Gestão de Sustentabilidade, que será desenvolvido em 2006. | ||
| Hierarquizar, integrar e revisar os princípios, códigos, políticas e normas da Companhia, visando, entre outros aspectos, à inserção da questão de sustentabilidade. | Foi redefinida a hierarquia dos documentos da Companhia (valores, políticas, códigos etc.). O projeto foi aprovado pela Diretoria, mas a revisão dos documentos ainda encontra-se em curso. |
Parcialmente cumprida. A revisão e aprovação das novas versões será realizada em 2006. | ||
| Verificar as melhores práticas do mercado e introduzí-las no modelo de gestão de riscos da Companhia. | A metodologia a ser utilizada pela Companhia foi definida e introduzida no gerenciamento de riscos corporativos. | Plenamente cumprida. | ||
| Criar mecanismo que permita aos empregados registrar denúncias, críticas e queixas de forma sigilosa. | O mecanismo para registrar denúncias, críticas e queixas foi criado seguindo as exigências da lei Sarbanes-Oxley. | Plenamente cumprida. . | ||
| GESTÃO | ||||
| Alcançar a certificação de manejo florestal de 100% dos plantios próprios. | Em 2005, a Aracruz atingiu 100% de certificação florestal dos plantios próprios na Bahia e Espírito Santo pelo Cerflor e obteve a recomendação para a certificação dos plantios de Minas Gerais pelo mesmo sistema. Os plantios do Rio Grande do Sul, já certificados pelo FSC, também obtiveram a recomendação para a certificação pelo Cerflor. | Plenamente cumprida. | ||
| Assegurar, por meio de um sistema estruturado de auditorias e avaliações, a adequação dos prestadores de serviço às políticas e práticas sociais e ambientais da Aracruz, contemplando, entre outros, aspectos legais, trabalhistas, de segurança do trabalho e saúde ocupacional, de recursos humanos, fiscais e socioambientais. | As auditorias realizadas nos prestadores de serviços permanentes da Aracruz foram iniciadas em setembro de 2005. | Parcialmente cumprida. Em função de incompatibilidade de agendas das consultorias e da Aracruz, houve atraso no início da realização das auditorias. A conclusão das atividades está prevista para fevereiro de 2006. | ||
| Completar a integração dos Sistemas de Gestão Ambiental das Unidades Guaíba (UG) e Barra do Riacho (UBR). | Na área florestal, a integração foi completada com sucesso para os procedimentos técnicos e para as práticas de campo. A revisão de metodologias do Sistema de Gestão Ambiental da Empresa como um todo não foi completada. | Parcialmente cumprida. Houve atraso nos trabalhos principalmente em função de mudanças organizacionais na área de Sistemas de Gestão. A previsão de conclusão da integração é 2006. | ||
| Dar continuidade ao Programa de Educação Ambiental para empregados próprios e terceiros permanentes. | Na UBR deu-se continuidade ao programa com o treinamento de 195 multiplicadores da área florestal e 1.300 funcionários e terceiros permanentes da área industrial. Na UG, 50 multiplicadores da área florestal foram treinados, 2.070 pessoas participaram das palestras de Noções Básicas e 2.130 das palestras de Parada Geral na área industrial. Em novembro de 2005, foi também iniciada a revisão do Programa Corporativo de Educação Ambiental. |
Plenamente cumprida | ||
| RELACIONAMENTO COM AS PARTES INTERESSADAS | ||||
| Desenvolver e dar início à implementação de uma estratégia de engajamento das partes interessadas, consistindo no mapeamento, priorização e definição de um processo estruturado de relacionamento. | Foi realizado um estudo para avaliar a situação atual do engajamento das partes interessadas que apontou os próximos passos para a implantação de uma estratégia. O estudo e suas recomendações foram aprovados pela Diretoria. | Parcialmente cumprida. | ||
| Desenvolver um processo de consulta às partes interessadas sobre os instrumentos de comunicação da Companhia, em especial o Relatório de Sustentabilidade. | Foram desenvolvidos dois processos de consulta sobre o Relatório de Sustentabilidade 2004 – um pela SustainAbility e o outro pelo ReportAlert. Alguns comentários foram incorporados à publicação deste ano. | Plenamente cumprida. | ||
| Dar continuidade ao diálogo com o Fórum das ONGs do ES e iniciar uma sistemática de relacionamento semelhante com as ONGs da BA. | Foram realizadas sete reuniões com o Fórum de ONGs Ambientalistas do ES, com a participação de 32 pessoas e 23 entidades. Foi iniciado um diálogo da Aracruz com ONGs ambientalistas do sul da Bahia, tendo sido realizadas duas reuniões com a participação de 25 pessoas e 13 entidades. Como desdobramento deste diálogo na BA, foi solicitada uma reunião das ONGs com empresas do setor florestal, que foi realizada em 12/12/2005. |
Meta superada. Além dos diálogos propostos na meta para 2005, foi iniciado um diálogo com ONGs ambientalistas do Rio Grande do Sul. | ||
| Implantar 7 novos Núcleos de Educação Ambiental em municípios do ES e dar continuidade aos 15 núcleos já existentes em municípios da BA e ES. | Foram implantados 13 novos núcleos no ES e foi dada continuidade aos 15 já existentes na BA e ES. Adicionalmente, foram implantados 5 novos núcleos na BA. | Meta superada. Além da meta proposta foram implantados 6 núcleos no ES e 5 na BA. | ||
| Divulgar práticas adequadas de manejo florestal para mais de 20 escolas do RS, ministrar treinamentos em educação ambiental para moradores de Guaíba e divulgar conceitos de educação ambiental em parceria com a Abes e a Fepam. | As práticas de manejo florestal foram divulgadas pela campanha Floresta é Vida que se Renova, com a participação de 38 escolas na fase inicial (fase de seleção) e 13 na gincana que encerra a campanha. Atividades de educação ambiental foram realizadas na XI Semana da Água de Guaíba, que contou com a participação de 31 escolas nas oficinas de discussão de questões ambientais, concurso de redações, Caminhada pela Água e na Festa da Água. A parceria com a Fepam para a consolidação do Programa de Educação Ambiental Compartilhada (Peac) teve dois encontros para formação de multiplicadores. O primeiro contou com a participação de 97 representantes das coordenadorias, parceiros e Fepam, e o segundo com 497 professores e voluntários que irão atuar nas 165 escolas envolvidas no programa. |
Plenamente cumprida. | ||
| Dar treinamento a 400 produtores florestais sobre questões ambientais; publicar e distribuir quatro edições da Revista Produtor Florestal contendo matérias ambientais. | Foram realizados 11 encontros com produtores florestais (treinamento com visita de campo) totalizando 469 participantes. Foram publicadas três edições da Revista Produtor Florestal contendo matérias ambientais. | Parcialmente cumprida. Houve atraso na publicação da última edição da revista no ano, prevista para dezembro mas publicada em janeiro de 2006. | ||
| Contribuir para a reposição de espécies florestais nativas em Porto Alegre e nos municípios limítrofes, mediante a distribuição de 100 mil mudas de 20 espécies. | Realizado o Cubra o Mundo de Verde, com a distribuição de 100 mil mudas de 30 espécies. Adicionalmente, foram distribuídas 7.500 mudas de 11 espécies na campanha Floresta é Vida que se Renova para os projetos de recuperação ambiental. |
Meta superada. Foram distribuídas 7.500 mudas de 11 espécies na campanha Floresta é Vida que se Renova para projetos de recuperação ambiental. | ||
| Doar 315 mil mudas de espécies florestais nativas e 5 milhões de mudas de eucalipto para programas estaduais de extensão florestal no ES. | Foram doadas 191.926 mudas de espécies nativas e 4.115.497 mudas de eucalipto para programas estaduais de extensão florestal. | Não cumprida. A previsão de doação de mudas para o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de MG não foi alcançada, já que um convênio com a instituição não foi firmado. |
Metas sociais para 2005
Avaliação do cumprimento
| ESTRATÉGIA E GESTÃO | ||||
| Estruturar o Instituto Aracruz para que atue como instrumento de ação social da Empresa. | Não houve a estruturação do Instituto Aracruz. | Não cumprida. Em função do processo de integração e estruturação mais abrangente que vem sendo implementado através do Plano Estratégico de Sustentabilidade, foi tomada a decisão de revisar a estratégia de investimentos e ações sociais da Empresa. | ||
| EDUCAÇÃO | ||||
| Ampliar a capacitação profissional e o processo de ensino e aprendizagem, por meio de projetos voltados ao aumento do patamar de escolaridade de 200 empregados; à qualificação de 700 educadores do Ensino Fundamental nos municípios do ES onde a Aracruz opera; ao apoio de 1.500 alunos do Ensino Fundamental e Médio em Aracruz; à doação de cadernos para 130 mil alunos em 26 municípios do RS; ao ensino profissionalizante para 1.600 estudantes, especialmente na área de inclusão digital; e ao pagamento de bolsas de estudo universitário para 41 alunos indígenas do ES. | O programa Arcel Educar, que visa ampliar o patamar de escolaridade dos funcionários, atendeu 203 empregados. O Projeto Formar qualificou 997 professores do Ensino Fundamental nos municípios onde a Aracruz opera no ES. A Empresa apoiou 1.593 alunos do Ensino Fundamental e Médio do município de Aracruz. Foram doados 340 mil cadernos para 25 municípios da área de atuação da Aracruz no RS e 60 mil para Porto Alegre, beneficiando 133,3 mil alunos. Cerca de 1.590 pessoas realizaram curso de informática através do Programa Espaço Digital. Até o 1º semestre de 2005 foram pagas 41 bolsas de estudo em cursos superiores para alunos indígenas. | Plenamente cumprida. | ||
| SAÚDE E ATENDIMENTOS ESPECIAIS | ||||
| Apoiar programas na área da saúde, através de doações de equipamentos hospitalares e ambulatoriais para atendimento a 1.500 pessoas no ES, sul da BA e MG; programas de orientação em saúde preventiva para 600 pessoas no ES, MG e BA; e doação de 15 toneladas de papel para a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. | Realizadas palestras para lideranças rurais e cursos (com duração de 8 horas) para agentes de saúde, envolvendo 435 pessoas na BA e MG, e outras 621 no ES. Foram realizados 1.929 atendimentos odontológicos através do programa Espaço Cidadania. Por solicitação da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre a doação de papel será concretizada no início de fevereiro de 2006. | Parcialmente cumprida. | ||
| Apoiar programas para pessoas com necessidades especiais através de melhorias de infra-estrutura da Sociedade Pestalozzi de Teixeira de Freitas (BA); doação de 2,5 toneladas de mel produzido nos hortos florestais da Empresa para a Apae no RS. | Não houve investimento na infra-estrutura da Pestalozzi de Teixeira de Freitas face a problemas internos decorrentes da mudança do Governo Municipal. Foram doadas 2 toneladas de mel a instituições de assistência social nos estados do ES, BA e MG, produzidas nas áreas próprias da Empresa através do Projeto Apicultura Solidária. No RS, foram doadas 5,5 toneladas de mel a instituições de pessoas com necessidades especiais. | Parcialmente cumprida. | ||
| INCLUSÃO SOCIAL | ||||
| Apoiar programas de inclusão social de 676 menores carentes em municípios onde a Aracruz atua; confeccionar 3 mil brinquedos educativos em marcenarias de instituições sociais para posterior distribuição a crianças carentes no ES. | Foram assistidos 710 menores em situação de risco social nos municípios de Vitória, Linhares, São Mateus e Nova Viçosa através de projetos sociais apoiados pela Aracruz. Foram confeccionados 2 mil brinquedos pela instituição social Artidéias e distribuídos a crianças carentes no ES. | Parcialmente cumprida. | ||
| Apoiar programas de segurança alimentar e arranjos produtivos locais, por meio do incentivo à subsistência e ao aumento de renda em 10 comunidades do ES e BA; suporte financeiro e técnico aos projetos agrícolas das comunidades indígenas do ES; à produção e comercialização de 1 milhão de mudas de eucalipto e 250 mil mudas de espécies nativas em viveiros comunitários na BA e no ES; ao programa de apicultura consorciada aos plantios de eucalipto e espécies nativas em comunidades do ES e BA; e à oferta de 200 mil alevinos para programas de suplementação alimentar. | Foram realizadas inúmeras ações de apoio aos programas de segurança alimentar e arranjos produtivos locais em oito comunidades do ES e BA, por meio de visitas técnicas, doação de madeira, doação de horas de trator agrícola para preparo do solo e palestras. O suporte financeiro e técnico aos projetos agrícolas das comunidades indígenas estava sendo implementado. Mas, com a invasão das áreas da Aracruz, em 17/05/2005, pelos índios, o apoio foi suspenso. Foram produzidas e comercializadas 271.174 mudas de espécies nativas e 94.668 mudas de eucalipto em viveiros na BA e no ES. O programa apicultura consorciada foi implementado com a liberação dos plantios de eucalipto para instalação de 247 colméias no ES e 805 na BA. Foram doados 200 mil alevinos para projetos de suplementação alimentar desenvolvidos nos municípios de Aracruz, Jaguaré, Rio Bananal e Santa Teresa, no ES, e Carlos Chagas, em MG. |
Parcialmente cumprida. O apoio às comunidades indígenas foi suspenso em função da invasão a áreas da Empresa por membros das comunidades. A produção de mudas de eucalipto e nativas nos viveiros comunitários foi menor que o esperado devido à paralisação do viveiro da comunidade indígena e problemas administrativos do viveiro Meninos da Terra. O programa de apoio aos programas de segurança alimentar e arranjos produtivos locais das comunidades de Helvécia e Juerana foi paralisado pois o envolvimento das comunidades na produção de carvão com madeira de origem clandestina ocasionou a demora na formação das associações e início do projeto. As atividades em Taquari também permaneceram paralisadas até outubro de 2005 pelo mesmo motivo. | ||
| Apoiar ações de voluntariado de empregados, familiares, estagiários e terceiros; projetos comunitários visando promover a melhoria da qualidade de vida nas comunidades de Barra do Riacho e Vila do Riacho. | Foram realizadas 100 ações de voluntariado que favoreceram 19.257 pessoas no ES, BA e RS. Destacam-se o Programa Mini-empresa, a Campanha Inverno Solidário, Campanha do Dia das Crianças e Campanha Natal Solidário. Para mais informações, consultar este site. A comunidade de Barra do Riacho recebeu apoio financeiro para o conserto de embarcações de pesca da Colônia de Pescadores Z-7; os computadores do projeto Informática Comunitária foram substituídos; e foram realizadas ações no programa de saúde bucal. A comunidade de Vila do Riacho recebeu apoio financeiro para a implantação de horta comunitária em parceria com o Clube de Desbravadores; a Associação Comunitária local recebeu apoio financeiro para a reforma do Clube Riacho, local de lazer da comunidade, além da doação de equipamentos para a instalação de sala de informática com oito computadores, visando à implantação de curso gratuito de informática para a comunidade. A Empresa também viabilizou o curso de formação de instrutores para ministrar as aulas de informática. |
Meta superada. Foram realizadas ações de voluntariado também na BA e no RS. | ||
| Apoiar projetos culturais como os de resgate da cultura indígena no ES e de tradições gaúchas no RS, Feira do Livro de Guaíba e Programa Gaúcho de Qualidade; fomento à expressão artística juvenil pela promoção de concurso para seleção dos motivos dos cartões de Natal da Aracruz entre alunos do Ensino Fundamental público. | O projeto de resgate da cultura indígena foi realizado até 17/05/2005. Os projetos culturais de tradições gaúchas, a Feira do Livro de Guaíba e o Programa Gaúcho de Qualidade também foram realizados. | Parcialmente cumprida. O projeto de resgate da cultura indígena foi suspenso em 17/05/2005, devido à invasão de terras da Aracruz pelos índios. Não houve a realização do concurso para seleção dos motivos dos cartões de Natal da Aracruz entre alunos do Ensino Fundamental, tendo em vista a opção por adquirir cartões da Ação Comunitária do Brasil, entidade que atende crianças com necessidades especiais. |
Metas ambientais para 2005
Avaliação do cumprimento
| Metas e objetivos | Resultados em 2005 | Avaliação | ||
| ATENDIMENTO DE REGISTROS LEGAIS | ||||
| Averbar 40 mil hectares de reservas legais existentes. | Foram averbados 20.085,67 hectares de reservas legais de propriedades da Empresa na UBR. Adicionalmente foi submetida ao órgão estadual e aprovada a proposta de localização de reservas legais na UG. | Parcialmente cumprida. A meta de averbação de reservas legais foi reduzida a 20 mil hectares em razão de um redirecionamento da estratégia de manutenção da estrutura fundiária da Empresa. | ||
| Recompor 489 hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal; reabilitar 23 hectares de áreas de jazida. | Foram recompostos 487,55 hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal e reabilitados 16,64 hectares de jazidas na UBR. A UG recompôs 180 hectares de Áreas de Preservação Permanente e recuperou 6 hectares de jazidas. | Plenamente cumprida. | ||
| Investir na substituição da instalação de conforto térmico existente a fim de eliminar o uso do refrigerante CFC-11 (Freon), adotando instalação que use o refrigerante ecológico HFC-134a (UBR). | O projeto de substituição da instalação de conforto térmico não foi contratado pela engenharia em 2005, pois foi apontada a necessidade de uma revisão técnica da proposta inicial e conseqüente rediscussão das condições comerciais. O projeto foi replanejado para 2006. |
Não cumprida. | ||
| Elaborar e divulgar o balanço de GEE para 2005 e registrar projeto de seqüestro de carbono na Bolsa de Carbono de Chicago (CCX). | O balanço de emissões de GEE para 2005 foi realizado e divulgado. Foi apresentado e registrado um projeto de seqüestro de carbono à CCX. | Plenamente cumprida. | ||
| AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE IMPACTOS AMBIENTAIS | ||||
| Realizar estudos de caracterização da avifauna e a avaliação da qualidade da água e do nível do lençol freático em áreas da Empresa e do Programa Produtor Florestal. | Na UBR, foram realizados estudos de caracterização da avifauna, avaliação da qualidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos e medição do lençol freático. Em áreas próprias, nos estados da BA, MG e ES, foram realizados estudos de avifauna e qualidade da água superficial, sendo que os mesmos também contemplaram o Programa Produtor Florestal do ES. A avaliação da qualidade e do nível do lençol freático foi realizada na BA e ES, somente em áreas próprias. | Parcialmente cumprida. Devido a necessidade de redefinição dos métodos e instrumentos para o alinhamento das metodologias aplicadas pela Aracruz nos estudos da avifauna e a avaliação da qualidade das águas superficiais e subterrâneas, as coletas foram reiniciadas em dezembro e não incluem o Programa Produtor Florestal na UG. | ||
| Dar continuidade aos monitoramentos dos efluentes da UBR e da UG. | Na UG, o processo de monitoramento ambiental de recursos hídricos foi redefinido com o apoio do Centro de Pesquisas Tecnológicas (CPT), incluindo novos pontos de amostragem e variáveis monitoradas. | Meta superada. Além da continuidade do monitoramento dos efluentes, foram realizadas duas campanhas de monitoramento marinho e três campanhas de bioacumulação com mexilhão durante as paradas gerais na UBR. | ||
| Realizar a caracterização físico-química e biológica das áreas de influência do Terminal Marítimo de Caravelas. | Os monitoramentos ambientais previstos nas Licenças de Operações (LOs) foram realizados na UBR e na UG. Foram realizadas três campanhas de caracterização fisicoquímica e biológica em fevereiro, março e abril de 2005, correspondentes aos períodos pré, durante e pós-dragagem. | Plenamente cumprida. | ||
| GERENCIAMENTO E REDUÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS | ||||
| Implantar duas unidades experimentais de conservação (uma na BA e outra no ES) totalizando aproximadamente 1.000 hectares, para experimentação de modelos de conservação. | A unidade experimental de conservação Alcoprado, na BA, foi implantada e ampliada dos originais 930 hectares para 2.925 hectares. Esta área foi selecionada para ser reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). A decisão de criar uma RPPN balizou-se em proposta feita pelo Instituto Bioatlântica, a partir da confirmação da presença de espécies ameaçadas de extinção nesta área, entre elas o beija-flor balança-rabo-canela (Glaucis dorhnii) e o macaco-bugio (Allouata fusca), e por ser um dos maiores blocos de remanescentes florestais da região. A unidade experimental do ES não foi implementada. | Parcialmente cumprida. A implantação da unidade experimental de conservação "Microbacia", no ES, com 88 hectares, foi suspensa, em função da ocupação da área por comunidades indígenas. | ||
| Implantar duas unidades experimentais de restauração, ambas no ES, totalizando aproximadamente 20 hectares, para desenvolver modelos de formação de corredores de biodiversidade. | As áreas foram selecionadas e uma delas foi ampliada, No total, as duas áreas abrangem 200 hectares. As unidades experimentais porém não foram totalmente implementadas. | Parcialmente cumprida. Os 200 hectares que já foram plantados, deverão ser replantados em função do insucesso dos trabalhos executados. A proposta é transformar os corredores em Linhares em um campo experimental de restauração florestal e formação de corredores ecológicos, o qual será ampliado por conta do reconhecimento dos fragmentos nativos em RPPN, não previsto no projeto original. | ||
| Produzir 768 mil mudas de espécies nativas na UBR e 160 mil mudas de espécies nativas na UG. | Foram produzidas 532.192 mudas de espécies nativas na UBR. Na UG, foram produzidas 229 mil mudas de espécies nativas para a recomposição de áreas de preservação permanente e áreas degradadas. | Parcialmente cumprida. Houve um déficit de produção de mudas nativas na UBR ocasionado por: – A invasão de terras da Aracruz pela comunidade indígena e a conseqüente paralisação dos contratos, resultou na suspensão dos trabalhos do viveiro de mudas nativas. – O viveiro de Angelim (ES) só iniciou a produção no final do ano. – Problemas administrativos no viveiro Meninos da Terra impactaram a programação da produção. – As discussões com o fórum das ONGs se estenderam, atrasando a implantação dos núcleos de produção de espécies nativas prevista para 2005. | ||
| Reduzir o consumo de água da UBR em 4,5% (400 m3/hora) e o da UG em 13% (300 m3/hora). | Na UG, a redução do consumo de água foi de 14% (322 m3/hora). Na UBR, a redução foi de 0,3% (25,9 m3/hora). | Plenamente cumprida para a UG e não cumprida para a UBR. Em função do aumento da produção de celulose de 2.093.002 toneladas em 2004 para 2.134.530 toneladas em 2005, não foi possível atingir a redução prevista na UBR. | ||
| Implementar estudos e ações visando reduzir as cargas setoriais de efluentes e melhorar a eficiência da ETE da UBR, diminuindo a formação dos gases causadores de odor gerados durante a ação biológica do tratamento. | Foram realizados estudos para avaliar a toxidade e a qualidade dos efluentes setoriais da Fábrica C que são lançados na ETE. Não foram implementadas ações propostas nestes estudos para reduzir as cargas tóxicas setoriais, diminuindo a formação dos gases causadores de odor. | Parcialmente cumprida. As ações não foram implementadas em 2005, pois houve realocação de recursos para atender a demandas mais urgentes na UG. As mesmas foram reprogramadas para 2006. | ||
| REALIZAR MELHORIAS OPERACIONAIS NA UG | ||||
| Reduzir os níveis de ruído da área industrial; eliminar a perda de fibras pelo efluente setorial da máquina de secagem e branqueamento, aumentando a eficiência de recuperação de fibras de 80% para 85% e recuperando 300 t/ano de fibras. | A implantação de novas mesas de alimentação de toras sem tombamento reduziu os níveis de ruído da área industrial. A implantação de um novo sistema na máquina de secagem e branqueamento aumentou a eficiência da recuperação de fibras, representando uma recuperação de 3.150,6 t/ano. | Meta superada. | ||
| Modernizar e adequar o sistema de GNC, minimizando as emissões de odor e assegurando a não-emissão de gases do digestor em situações de descontinuidade. | A modernização implementada na instrumentação de controle foi eficiente e resultou na redução de 52% das comunicações de odor feitas pela Rede de Percepção de Odor. | Plenamente cumprida. | ||
| Instalar o Sistema de Recuperação de cinzas da UG, assegurando o lançamento do efluente pluvial com valores de sólidos suspensos <45mg/l e sólidos sedimentáveis <1ml/l. | Sistema instalado e em operação. Os valores de sólidos suspensos foram mantidos abaixo de 45mg/l e os de sólidos sedimentáveis abaixo de 1ml/l. | Plenamente cumprida. | ||
| Reduzir em 20% (6kg/tsa) o consumo de cloro ativo total e em 40% (10kg/tsa) o de soda. | As melhorias decorrentes da alteração do branqueamento estão em operação desde novembro, porém ainda não foram observadas reduções no consumo de cloro ativo total. O consumo de soda foi reduzido em 14 kg/tsa. | Parcialmente cumprida. Em função da operação ainda estar em fase de curva de aprendizado, não houve tempo hábil para avaliar a redução efetiva de cloro ativo total após as melhorias realizadas no branqueamento. | ||
| Reduzir em 85% (1.000 t/mês) a geração de lama de cal, reciclar 100% do lodo da ETE e das cascas de eucalipto. | Houve uma redução de 1.348 t/mês de lama de cal. Todo o lodo gerado pela ETE foi reciclado, bem como as cascas de eucalipto separadas no processo de lavagem de toras. | Parcialmente cumprida. | ||
| Recuperar a antiga central de tratamento de resíduos sólidos classe II e o aterro de resíduos sólidos classe II do Morro Maximiliano. | Foi entregue no segundo semestre de 2005 à Fepam proposta técnica de recuperação do aterro de resíduos sólidos classe II do Morro Maximiliano. A antiga central de tratamento está em fase final de recuperação. | Parcialmente cumprida. A proposta técnica de recuperação segue aguardando manifestação da Fepam. |


