Relatório de Sustentabilidade 2005
Relacionamento com as partes interessadas | Diálogo com ONGs
Acreditamos que as ONGs representam um importante agente de que a sociedade dispõe para aprimorar seu relacionamento com as empresas.
Temos mantido abertos os canais de diálogo com essas organizações há bastante tempo, no sentido de discutir e melhor compreender os seus pontos de vista.
Mais importante até do que os resultados concretos desta iniciativa – como projetos, parcerias, ações – é a possibilidade de entender como o nosso negócio é percebido por diferentes ONGs, quais os pontos positivos e os negativos identificados por elas e, principalmente, a oportunidade de dividir nossos desafios, dilemas e buscar, conjuntamente, as devidas soluções.
No Espírito Santo
Demos continuidade ao diálogo iniciado em 2003 com o Fórum das ONGs Ambientalistas do Espírito Santo. Foram realizadas sete reuniões com a participação de 23 entidades. Entre os temas abordados, destacam-se a seleção das áreas para a implantação dos Núcleos de Difusão de Espécies Nativas da Mata Atlântica – parceria entre as ONGs e a Aracruz visando recuperar a Mata Atlântica e promover educação ambiental; a criação da Associação das Entidades Ambientalistas do Espírito Santo (Asambiental), como órgão executivo do Fórum das ONGs; criação de Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs) em áreas da Empresa; o Projeto Cereias (parceria entre o Ibama e a Aracruz para reintrodução de animais selvagens); as Unidades de Conservação Marinha; o Projeto Microbacia; e o uso da cartografia para identificação das áreas de preservação da Empresa.
Os próximos encontros darão prosseguimento, entre outros temas, às discussões em torno dos Núcleos de Difusão de Espécies Nativas da Mata Atlântica, viabilizados e implementados por um grupo técnico composto por membros da Aracruz e da Asambiental.
Na Bahia
Em 2005, a Aracruz e as ONGs do sul da Bahia realizaram duas reuniões. Um terceiro encontro contou com a participação da Associação Baiana de Produtores de Florestas Plantadas (Abaf). Nessas reuniões, 13 entidades discutiram temas como o estabelecimento de um canal de diálogo mais amplo, incluindo outras empresas do setor florestal representadas pela Abaf; a criação de RPPNs em áreas da Empresa; a discussão sobre o Zoneamento Econômico Ecológico; a formação de Corredores Ecológicos e como criar sinergias a partir da integração de planejamento e ações entre ONGs e empresas; e a discussão sobre o modelo do Programa Produtor Florestal e como agregar valor de conservação aos programas de fomento.
As próximas reuniões serão temáticas, para que as empresas apresentem seus projetos, políticas e ações sociais, e as ONGs tragam propostas, demandas e projetos a serem discutidos.
No Rio Grande do Sul
Deu-se início a um processo de comunicação direta entre a Aracruz e ONGs do Rio Grande do Sul. A primeira reunião contou com a participação de cinco ONGs e foram abordados assuntos gerais sobre plantios florestais. As organizações manifestaram interesse em conhecer melhor a Aracruz e, em particular, seu manejo florestal e planos de crescimento no estado.
Para os próximos encontros deverão ser tratadas questões específicas, como consumo de água pelos plantios, utilização de cloro ou compostos no processo de branqueamento, crescimento florestal no Rio Grande do Sul e impactos sobre o bioma Pampa, e a obrigatoriedade fixada em contrato para fomentados e parceiros no que se refere ao plantio de essências nativas.
Novas reuniões deverão acontecer em 2006, discutindo estes temas e incluindo uma visita à Unidade Guaíba da Aracruz e ao Horto Florestal e Viveiro da Barba Negra, em Barra do Ribeiro.


